AS DANÇAS

Danças Tradicionais 

Cronistas, historiadores e etnólogos têm descrito, em relatos históricos e antropológicos de diferentes épocas (cf. SIMÕES, 1935?; BARRETO, 1938; PÉLISSIER, 2001; SILVA; SANTOS, 2014) o papel central que as práticas corporais em geral e a dança em particular desempenham na experiência social, cultural e espiritual das comunidades tradicionais da Guiné-Bissau (SIA, 2017; CAMMILLERI, 2010; JAO, 1992), do mesmo modo que a música e indissociavelmente dela (BARROS, 2008; CARVALHO; NANK; RODRIGUES, 2000; COSTA, 2008, 2001, 2000; FERREIRA, 2000; GOMES, 1996; GOMES; DABÓ; DUKUR, 2008; GOMES; DABÓ; SILVA, 1997); FERREIRA, 1995; SARAIVA; CRISÓSTOMO, 1999/2000).  

Música e dança constituem elementos estruturantes da organização social de todos os grupos étnicos bissau-guineenses, tais como os Balanta, os Mandinga, os Papel ou os Budjugu. No contexto dos Balanta, por exemplo, a dança do Kusundê desempenha um papel protagonista no rito de passagem dos N'haie, assim como outras danças, como o Djambadong, fazem em ritos de passagem de outros contextos como o do povo Mandinga. 

Outras danças assumiram o papel de danças nacionais a partir do processo de independência e assumiram um papel articulador da identidade bissau-guineense como um todo a partir desse momento épico da história do país.

Cada uma dessas danças apresenta peculiaridades idiossincráticas no que diz respeito às características dos eventos sociais em que são performatizadas, às estruturas sociais que fortalecem ou manifestam, à sua instrumentação e ritmos, às atribuições e movimentações físicas dos diferentes participantes e às vestes com que são corporificadas. 

Todos esses elementos característicos de cada uma dessas danças tornam a sua experiência físico-artística uma experiência única atrelada à ancestralidade e à historicidade do povo bissau-guineense e de cada um dos grupos étnicos e comunidades tradicionais que o constituem. 

É esse estreito vínculo entre dança e ancestralidade que têm levado a dança a se tornar um dos objetos de estudo prediletos de ciências sociais como a Antropologia (cf. SABINO; LODY, 2011; CAMARGO, 2013).

Do mesmo modo, a dança tem começado a ocupar um espaço preponderante no campo da educação (FREIRE, 2001; MARQUES, 1999; LABAN, 1978; MARQUES, 1998; SOUZA, 2010) dada a sua natureza interdisciplinar e orgânica que coaduna diversos saberes tanto intelectuais como físicos atrelados a diversas áreas do conhecimento.

Ela tem se tornado um elemento indispensável na formação de quadros de nível superior, e a ela tem se prestado também atenção no âmbito da extensão universitária (MENEZES, 2013).

Badjus Tradissional

Historiaduris ku etnólogus tem estado na escrivi, na relatos históricos antropológicos na diferentes épocas (cf. SIMÕES, 1935?; BARRETO, 1938; PÉLISSIER, 2001; SILVA; SANTOS, 2014) funsson central di práticas di curpo em geral ku badju em particular ta desempenha na experiência social, cultural ku espiritual di tabancas tradicional na Guiné-Bissau (SIA, 2017; CAMMILLERI, 2010; JAO, 1992), dé manera ku música ka pudi tirado dél (BARROS, 2008; CARVALHO; NANK; RODRIGUES, 2000; COSTA, 2008, 2001, 2000; FERREIRA, 2000; GOMES, 1996; GOMES; DABÓ; DUKUR, 2008; GOMES; DABÓ; SILVA, 1997); FERREIRA, 1995; SARAIVA; CRISÓSTOMO, 1999/2000). 

Badju ku música fassi parte di kussas di organizasson social di tudo grupos étnicos di guineenses, suma Balantas, Mandingas, Pépelis ó Budjukus. Na Balantas, um exemplo, badju di kussundé ta desempenha um importante na cerimonia di N'haies, assim suma ku badju di Djanbadon tené é importância na parte di Mandingas.

Utrus tipos di badjus assumi papél di badjus nacional a partir di independência e, é sedo articuladur di identidade di guineenses suma a partir de é momento n´portanti di história di nó terra. 

Cada um dé badjus tené si kussas él son, na momentos kita fassidu. Si istrumentasson ku ritmos, ku maneras di badja di diferentes djintis ku sé manera di bisti. 

Tudo é características di cada um dé badjus ta toma si experiência físico-artística na um experiência ku sta ligado ku nó donas e história di nó terra.e de cada raça, tabancas ku fassi parte.

És i um ligasson di badju kunó donas, nundé ku badju stana torna objeto di studo prefirido pa ciências sociais suma Antropologia tambi (cf. SABINO; LODY, 2011; CAMARGO, 2013). 

Dé manera, badju kumsa na ocupa um espaço di importância na campo de educasson. (FREIRE, 2001; MARQUES, 1999; LABAN, 1978; MARQUES, 1998; SOUZA, 2010), pabia di si natureza di manga di disciplinas, ku diferentes conhecimentos suma intelectual ku fisicos ku stana manga di áreas.

 Badju stana torna um kussa indispensável na formasson di quadros de nível superior, djintis stana prestal atensson tambi na extensson di universidades. (MENEZES, 2013).

Para estudos mais aprofundados, oferecemos algumas referências sobre o tema

BARRETO, J. História da Guiné: 1418-1918. Lisboa: Impr. Beleza, 1938.

BARROS, F. Informações sobre mandjuandadi, cantigas de mandjuandadi e cantigas de sua autoria. Entrevistadora: Maria Odete da Costa S. Semedo. Bissau: INEP, 2008 (DVD 20 minutos).

CAMARGO, G. G. A. (Org.). Antropologia da dança I. Florianópolis: Insular, 2013.

CAMMILLERI, S. A identidade cultural do povo Balanta. Lisboa: Colibri, 2010.

FERREIRA, M. Sons da Tradição. Bissau: Radda Barnen / SNV, 1995

FREIRE, I. M. Dança-educação: o corpo e o movimento no espaço do conhecimento. Cadernos Cedes, n. 31, v. 53, 2001.

GOMES, A. I. Entrevista a Odete Costa Semedo. Um dedo de conversa com a tia Antera Gumi sobre as cantigas de mandjuandadi. Tcholona, Revista de letras, artes e cultura do Grupo de Expressão Cultural (GREC), n. 6-7, 1996.

JAO, M. Aspectos da vida social dos mancanhas: a cerimónia do ulém. Soronda. Revista de Estudos Guineenses do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa (INEP), 1992.

LABAN, R. Domínio do movimento. São Paulo: Summus, 1978

MARQUES, I. A. Corpo, dança e educação contemporânea. Pro-Posições, v. 9, n. 2, 1998.

MARQUES, I. A. Ensino da dança hoje: Textos e contextos. São Paulo: Cortez, 1999.

MENEZES, H. M. Dança e extensão universitária: a composição coreográfica em foco. TCC Graduação em educação física, UEPB, 2013.

PÉLISSIER, R. História da Guiné, portugueses e africanos na Senegâmbia (1841-1936). Lisboa: Editorial Estampa, 2001.

SABINO, J; LODY, R. Danças de matriz africana: antropologia em movimento. Rio de Janeiro: Pallas, 2011.

SARAIVA, C.; CRISÓSTOMO, P. Netos do N'Gumbé: Os Sons da Tradição. Lisboa: Universidade Nova de Lisboa, 2000.

SEMEDO, Maria Odete da Costa Soares. As Mandjuandadi, cantigas de mulher na Guiné-Bissau: da tradição oral à literatura. Tese (Doutorado) - Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Programa de Pós-Graduação em Letras. Belo Horizonte, 2010.

SIA, I. G. Danças do Povo Brasa (Balanta) da Guiné-Bissau na contemporaneidade: Kussunde, Kanta Po e Broska. Beau-Bassin, Maurícia: Novas Edições Acadêmicas, 2017.

SILVA, F. H.; SANTOS, M. B. Da Guiné-Portuguesa à Guiné-Bissau: um roteiro. Porto: Fronteira do Caos Editores, 2014.

SIMÕES, L. Babel negra: etnografia, arte e cultura dos indígenas da Guiné. Porto: O Comércio do Porto, 1935.

SOUZA, L. M. Dança, Escola e Educação referências para o ensino-aprendizagem. Revista Tucunduba, v. 1, n. 1, 2010.

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